Chances desperdiçadas, trabalho redobrado!

  • 27/04/2016
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Chances desperdiçadas, trabalho redobrado!

Deus garante-nos a vida eterna. Estamos fadados unicamente ao progresso; mas, a quilometragem que percorreremos para alcançar a perfeição na estrada da vida, é uma escolha nossa. Para isto o Pai nos concedeu o livre-arbítrio, a inteligência e o tempo para que façamos escolhas das quais não possamos responsabilizar outros.

Uma vez encarnados, esquecidos dos compromissos assumidos antes de volver à carne e mergulhados num materialismo aterrador, não obstante a presença superficial de hábitos religiosos, somos levados ao consumismo e imediatismo das coisas que resulta na formação de uma personalidade frágil e calcada na lei do retorno, preso à ideologia do “venha a nós o vosso reino”, como se isto quisesse dizer “venha a nós tudo que é fácil, bom e próspero sem que façamos esforços”.

Deus renova diariamente a chance de sermos melhores através da vivência de virtudes que fortalecem nossa alma e enriquecem nosso espírito. Para isto ele põe-nos à prova frente a situações que nos exigem paciência, tolerância, indulgência, compreensão, fraternidade, perdão, silêncio e etc.

Uma vez observado que já nos inclinamos a tais disciplinas morais concede-nos oportunidade de redenção confiando-nos tarefas vinculadas à divulgação da Boa Nova, apresentando Jesus como recurso terapêutico infalível na aquisição dos valores morais que induzem a uma relação interpessoal sadia e segura.

Aos espíritas nos é ofertado oportunidades ainda mais redentoras; somos convidados a agir com Jesus nos dois planos da vida, auxiliando e sendo auxiliados por encarnados e desencanados. Quando nos integra à equipe de Ismael, por exemplo, vincula-nos a casas espíritas e permite que sejam confiadas a nós encargos e funções que se configuram como os mais altos postos morais que já tenhamos alcançado, uma vez que impõe por lema “Deus, Cristo e Caridade”.

Os espíritos do Senhor, asseveraram a Kardec, que numa única encarnação não nos seria possível atingir a perfeição, mas uma mesma encarnação poderia ser útil para abreviar a necessidade de várias outras; ou seja, em não aceitando ou tratando com desdém as oportunidades santas a nós confiadas, prolongamos a necessidade de encarnar, posto que, a falange do alto, também afirmou ao codificador que somente através da encarnação e da pluralidade das existências é possível o desenvolvimento moral do espírito.

E o que fazer para saber se estamos procedendo bem com as tarefas que nos foram confiadas? Necessário observar o modo com que lidamos com essas tarefas, o sentimento empregado em suas realizações, a atenção que destinamos ao seu planejamento e execução, a maneira com que conduzimos os processos e a forma com que mensuramos os resultados. Ademais, o exercício diário de auto avaliar-se não só como um executor de tarefas, mas a prova viva do aprendizado e renovação que aquelas ações favorecem.

Saber da imortalidade e das oportunidades infinitas que teremos de reencarnar, para demorar na execução daquilo que é urgente, não nos apresenta como pessoas sábias, antes, desleixadas e preguiçosas. O Mestre Nazareno garantiu-nos que muito será cobrado de quem muito recebeu, mas também informou que a quem mais tem mais será dado, ou seja, os que temos mais encargos no ministério divino, mais receberemos em créditos morais de sermos aqueles que participarão das bodas, por legítimos portadores da túnica nupcial.

Aproveitemos, desde as pequenas até as de maiores responsabilidades, tarefas espirituais que nos são confiadas e garantiremos um caminho seguro, iluminado, perfumado pelo aroma do amor e permeado pela satisfação de quem vive em paz consigo mesmo, pela correta execução daquilo lhe cabe.

Por Samuel Aguiar

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