Infelicidade Real

  • 30/07/2018
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Infelicidade Real

A mensagem de Delphine Girardin registrada por Allan Kardec no Capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo – Bem Aventurados os Aflitos é deveras consoladora pela orientação que incita a humanidade a observar as misérias do presente sob uma nova ótica: a ótica do espírito imortal.

Diz-nos o comunicante que “Todo o mundo fala da infelicidade, todo mundo a experimentou e crê conhecer seu caráter múltiplo.”. Porém, segundo Delphine, quase todos se enganam e a infelicidade não é tudo aquilo que os “infelizes” supõem.

As vicissitudes materiais que assolam a vida de muitos como a fome, dificuldades financeiras, “perdas” de entes queridos, enfermidades, etc. só podem pesar como infelicidade na vida dos que consideram a plenitude do ser apenas no presente, que a vida se resume a um só momento existencial que se finda com o fenômeno morte.

Esclarece-nos o Instrutor que “a verdadeira infelicidade está nas consequências de uma coisa, mais do que na própria coisa”.

Desse modo, nos convida a refletir sobre a importância que nós damos às dificuldades e quais prognósticos fazemos ante nosso momento atual.

“Para julgar uma coisa é preciso, pois ver-lhe as consequências; é assim que, para apreciar o que realmente é feliz ou infeliz para o homem é preciso se transportar além desta vida, porque é lá que as consequências se fazem sentir” assevera um dos instrutores espirituais do capítulo V do E.S.E.

Mister se faz, pois, corrigirmos a ótica com que encaramos os momentos da atualidade, utilizando doravante o conhecimento que o ensinamento universal dos espíritos superiores consubstanciado no espiritismo, com seus princípios básicos da imortalidade da alma, pluralidades das existências, pluralidade dos mundos habitados, comunicabilidade dos espíritos e, sobretudo, Deus, para atravessar as dificuldades, vencendo-as e atingindo o progresso espiritual a que viemos neste mundo material por meio da encarnação.

“Cristo está em nosso meio. Ele sempre esteve. Seu amor nos fortifica, não nos causando receio” já dizia a saudosa e nobre Maria Dolores Aguiar. Fortalecidos no amor do Cristo e no seu ensinamento, podemos por em prática os postulados espíritas, certos de sua presença conosco, a nos guiar, e nos dando a esperança de dias melhores, pois nos garantiu que “Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados”.

Levantemos nosso olhar aos céus, mesmo em dores, para bendizer ao Criador a oportunidade de expiação, nos esforçando para nossa modificação íntima, confiantes no porvir de luz e esplendor da vida maior que nos aguarda, depois da tempestade.

Os que se acham felizes na Terra, envolvidos no ópio do prazer decorrente das sensações que a matéria proporciona, estes amargarão amanhã as dores da inconsequência espiritual da má utilização do seu livre arbítrio desalinhado dos preceitos evangélicos, chamados ao caminho do ajuste, muitas vezes dolorosos.

“Vós sois felizes, vós que agora chorais, porque rireis”.

Por Jeferson Luiz

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