Quem deve governar o Brasil?

  • 08/11/2018
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Quem deve governar o Brasil?

Há quem acredite que os homens fazem tudo sozinhos, apenas por sua vontade. A Doutrina Espírita, porém, através de método seguro, se contrapõe a tal afirmativa eminentemente materialista informando-nos que os espíritos influenciam em nossos atos e pensamentos muito mais que o supomos.

Assim sendo, na esfera política, há também influência espiritual? Seguramente que sim. E onde está Deus, Jesus, Nossa Senhora Aparecida e Ismael que não protegem a nação brasileira das ações maléficas praticadas pela quadrilha interexistencial que aí está? Onde devemos depositar nossa fé e esperanças, uma vez que até a justiça tem apresentado traços de corrupção?

As respostas precisam vir em separado e devem ser bem pensadas. Antes, porém, cumpre destacar a atualidade do pensamento de Kardec, ou dos espíritos, ou quiçá até dizer que este pensamento espírita está mesmo é a frente de nosso tempo, uma vez que prenuncia e aos poucos vamos só confirmando. Graças a Deus que um dos seus postulados é a fatalidade do progresso e que, muito embora estejamos enfrentando estas situações caóticas, a criatura humana encontrará redenção por si própria, através da autoiluminação, autoconscientização e autoamor que em breve conseguirá praticar.

Buscando Allan Kardec encontraremos informações muito pertinentes. Em O Livro dos Espíritos, curiosa resposta trazem os Benfeitores invisíveis à pergunta 465 b, quando o codificador indaga qual a natureza do sofrimento que os espíritos imperfeitos tentam infligir sobre os encarnados, ao que eles afirmam: “Os que resultam de ser de ordem inferior a criatura e de estar afastada de Deus”, ou seja, como podemos clamar pela intervenção “dos céus” se “os céus” não buscamos?

Percebemos nas paredes das instituições basilares da República imagens de santos, Jesus pregado na Cruz Redentora, espaços para orações e a própria carta magna brasileira diz em sua apresentação que “sob as bênçãos de Deus”, estão apresentadas as leis que devemos obedecer. No entanto, na prática, o que vemos é total distanciamento das principais recomendações divinas expressas do decálogo revelado a Moisés ou na sintetização de Jesus do amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, de fazer ao próximo tudo aquilo que gostaríamos nos fosse feito.

Mas, Kardec preocupado que não pudéssemos resolver tão grave problema, indagou em a questão 467 de O Livro dos Espíritos: Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal? Ao que obteve como resposta: “Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem”. Ou seja, urge cuidarmos de nossa postura íntima, mental, moral, espiritual para que nossas relações no lar e na sociedade se deem num diapasão de ética, respeito e amor a si e ao próximo.

Quanto à última indagação a resposta começa-nos a parecer óbvia pelo que foi argumentado até aqui, muito embora, ainda devamos aprofundar a questão. Na pergunta 466 encontramos a reflexão perfeita para esta situação de descrença e desânimo que ora passamos. Se prestarmos bastante atenção e bem refletirmos sobre, de pronto recuperaremos o ânimo em lutar, pois, descobriremos que está tudo em nossas mãos; veja:

Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?

“Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão consiste em te colocarmos no bom caminho. Desde que sobre ti atuam influências más, é que as atrais, desejando o mal; porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. Mas, outros também te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos”. É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

E na questão 469, ainda de forma mais clara, dizem-nos os espíritos como resolver a corrupção, a violência, a criminalidade e todo o leque de males que nos afligem:

Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?

“Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: “Senhor! Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”.

Assim sendo, amigo leitor, que resposta devemos dar à indagação que intitula esse texto? Sem dúvida que devemos assumir as rédeas, não só desejando o bem, mas fazendo todo o bem possível à nossa nação, sendo bons, para que o Bem impere. Jesus apresenta-se como o modelo mais perfeito que Deus nos legou; seus ensinamentos inolvidáveis nos remetem à prática do bem através da Caridade; busquemo-lo.

Sempre precisaremos de homens e mulheres exercendo funções executivas específicas na esfera política, contudo, os cidadãos somos e seremos sempre o Conselho Superior a indicar, apontar, avaliar e dar a palavra final, se abençoados por Deus, guiados por Jesus e inspirados pelos benfeitores espirituais da humanidade.

Por Samuel Aguiar!

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